sábado, 23 de abril de 2011

Sobre a História das Mulheres


Quem de nós mulheres não tem a curiosidade de saber um pouco da nossa História. De saber a origem dessa igualdade entre os sexos, a muito custo estamos ainda no processo de conquista. Então meninas para que nós possamos nós apropriar de nossa história é que eu escrevi esse texto, para também trazer alguns esclarecimentos em torna da trajétoria das mulheres, sobretudo no Ceará. As mulheres no período de 1920-1930, iniciam o longo processo de abandono da imagem recatada e reclusa, a “prisão” do espaço doméstico, para assumir um novo papel dentro da sociedade, o de mulheres ousadas, vaidosas e com idéias individualistas, não mais coletiva familiar. Desta forma, o considerável aumento de espaços de lazer nessa década, possibilitou uma inserção feminina mais efetiva em lugares públicos, tais como: cinemas, teatros, passeios e lojas, classificando-os como símbolos de desenvolvimento. Esses espaços exigiam a presença de mulheres, elegantes e classe, para compor a sociedade da epóca. Vale lembrar, que esses espaços na maioria das vezes era reservado somente as mulheres de elite, deixando a margem as mulheres de classe popular, já consideradas mulheres públicas, em virtude de estarem nas ruas já a muito em busca de sua sobrevivência.Dessa maneira as mulheres ao ter mais oportunidade à sair para as ruas buscavam estratégias para burlar o padrão comportamental à elas imposto pela sociedade da época, que por vezes se configurava machista e opressora. Visto que para as mulheres, quase nada era permitido, a não ser astarefas dométicas, como cuidar da casa e dos filhos, assim estas tinham o papel somente de meras reprodutoras. Para os homens da epóca, do inicio do século XX, as mulheres não tinham capacidade intelectual, não tinha o poder de mando ou de liderança. Eram comparadas às crianças, e portanto tinha que ter sempre um tutor, que não por acaso era sempre uma figura masculina, primeiro o pai, depois do casamento o marido. Desse modo elas nunca tinha dominio de sua própria vida, nunca faziam suas próprias escolhas, estas eram sempre feitas pelos homens que estavam ao redor.  No entanto e em virtude de muita luta nós conseguimos nos livrar das amarras e da oprssão masculina, primeiramente nos países da Europa como aconteceu, A convulsão desencadeada em 1789, além de pôr em cheque o sistema político e social, então vigente na França e no resto do Ocidente, encorajou algumas mulheres a denunciar a sujeição em que eram mantidas e que se manifestava em todas as esferas da existência: jurídica, política, econômica, educacional etc. 


Enquanto os revolucionários proclamavam uma declaração dos direitos do homem e do cidadão, a escritora e militante Olympe de Gouges redigia um projeto de declaração dos direitos da mulher, inspirada nas idéias poéticas e filosóficas do marquês de Condorcet.
A partir do momento em que as mulheres se mostraram capazes de contribuir para o sustento de suas famílias, não foi mais possível tratá-las apenas como donas-de-casa ou objetos de prazer. As difíceis condições de trabalho impostas às mulheres conduziram-nas a reivindicações que coincidiam com as da classe operária em geral. É, pois, dessa época que data a estreita relação do feminismo com os movimentos de esquerda. 
Desde o início do século XX, a situação mudou rapidamente pelo mundo inteiro. A revolução russa de 1917 concedeu o direito de voto às mulheres e, em 1930, elas já votavam na Nova Zelândia (1893), na Austrália (1902), na Finlândia (1906), na Noruega (1913) e no Equador (1929). Por volta de 1950, a lista compreendia mais de cem nações. 
Após a segunda guerra mundial, o feminismo ressurgiu com vigor redobrado, sob a influência de obras como Le Deuxième Sexe (1949; O segundo sexo), da francesa Simone de Beauvoir, e The Feminine Mystique (1963; A mística feminina), da americana Betty Friedan. No Reino Unido destacou-se Germaine Greer, australiana de nascimento, autora de The Female Eunuch (1971; A mulher eunuco), considerado o manifesto mais realista do women's liberation movimento (movimento de libertação da mulher), mundialmente conhecido como women's lib. Agora já não se tratava mais de conquistar direitos civis para as mulheres, mas antes de descrever sua condição de oprimida pela cultura masculina, de revelar os mecanismos psicológicos e psicossociais dessa marginalização e de projetar estratégias capazes de proporcionar às mulheres uma liberação integral, que incluísse também o corpo e os desejos. Além disso, contam-se entre as reivindicações do moderno movimento feminista a interrupção voluntária da gravidez, a radical igualdade nos salários e o acesso a postos de responsabilidade.
O objetivo de plena igualdade, nunca radicalmente alcançado, realizou-se de forma muito desigual nos diversos países. Entre os principais obstáculos, os de índole cultural são de grande importância. Assim, por exemplo, sobrevivem em grande parte do continente africano resíduos da organização tribal. Em outra esfera, as peculiaridades culturais do mundo islâmico redundam em dificuldades e atrasos na consecução das reivindicações feministas. 




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