Quem de nós mulheres não sonha em encontrar um grande amor, para viver o tão esperado sonho de fadas? Acho que quase todas nós. É comum a gente crescer idealizando esse grande amor. Imaginando o dia do encontro das duas almas apaixonadas, sonhando com a felicidade daquele momento que pra gente foi tão esperado.
Mas será que de fato o amor existe mesmo ou é apenas uma invenção da sociedade? As adolescentes da contemporaneidade ainda crescem com esse sonho de encontrar um príncipe “encantado” para casar e viver o resto da vida? O príncipe encantado existe de fato? São essas e outras questões que iremos discutir ao longo desse texto.
Falando por experiência própria. É comum as meninas crescerem com a expectativa de encontrar um grande amor. Quando se chega à fase da adolescência então, todas as novas conversas são voltadas ao príncipe encantado, aquele homem perfeito que a gente idealiza e deposita nele todas as novas expectativas de felicidade. Geralmente, em nossa imaginação esse homem é o mais bonito de todos, ele é romântico, educado, gentil, carinhoso, atencioso, amoroso, fiel e apaixonado, muito apaixonado. Esse homem que a gente idealiza não tem defeitos, pra gente ele é somente aquele homem que um dia vai chegar arrebatando o nossos corações com uma paixão fulminante que nos fará tirar os pés do chão ao tocar nossos lábios com os seus com um beijo mágico que nos levará as nuvens.
Nessa fase da adolescência a gente tem uma visão de mundo bem diferente da fase adulta. De modo geral a gente acha que tudo é um conto de fadas, porque vivemos em mundo de sonhos e nesse mundo tudo será perfeito, tal qual a nossa imaginação. Desse modo, a nossa imaginação cria esse homem perfeito, que um dia vai chegar pra nós fazer a mulher mais feliz do mundo. Quando a gente é adolescente, não pensamos em trabalho ou em uma formação profissional como meio de realização pessoal, a gente só pensa em se realizar com o príncipe encantado, com um casamento de contos de fadas onde tudo será perfeito.
Só que a gente cresce, vai ficando adulta, e o príncipe ainda não tem surgido. Pode até ter surgido alguns carinhas”, mas nem um deles era o tão romântico, carinhoso, fiel e apaixonado quanto o tão esperando príncipe encantado.
E daí a gente começa a se dá conta de que o príncipe encantado na verdade não existe e que nem um dos homens se encaixa nas características do nosso príncipe encantado, que a agora a gente tem a certeza que só existia em nossa imaginação. E a gente começa a vê e a sentir na pele as desilusões da vida, principalmente, as afetivas. Porque na relação: homem e mulher nem sempre tem um final feliz.
E com o passar do tempo a gente, também de dá conta que nem sempre é possível se realizar com um grande amor. Que a nossa realização pode está também em outros objetos como um trabalho, um curso de graduação ou na maternidade. E a gente percebe ainda que viver é bom, mas que também não é o conto de fadas que a gente imaginava. E que tudo na vida tem um preço e que viver exige coragem e força, principalmente, para levantar-se nos momentos de dificuldade.
Mas, o importante de tudo isso é que por fim, a gente percebe que a nossa felicidade está dentro da gente mesmo, que para encontrá-la só é preciso voltar-se ao nosso interior, que a nossa felicidade não está depositada em “porcaria príncipe encantado” coisa nenhuma e que a nossa felicidade é gente quem traz e não uma figura masculina. Eles podem até nos proporcionar momentos felizes e prazerosos, mas a nossa felicidade não depende deles como a gente imagina na adolescência.
Diante de tudo isso escrito acima, é válido ressaltar que, as adolescentes de hoje, pelos menos um número significativo delas, já não depositam mais suas expectativas em um homem, mas vislumbram outros meios de realização.
Espero que esse texto venha a contribuir para algumas mulheres que ainda continuam esperando o príncipe encantado e deixando de ser feliz por causa dessa espera.





Muitoo boom
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