segunda-feira, 13 de junho de 2011

Angústia

Sabe aquele dor no peito que não passa nunca. Aquela angústia no coração, uma agonia no seu juízo, uma vontade enorme de agarrar um travesseiro e chorar um mar de lágrimas, aquele nó que dá na sua garganta e você não consegue nem falar, aquele monte de pontinho de interrogação que fica martelando na sua cabeça feito prego, e por fim, aquela sensação de que você está completamente perdido no meio de uma selva ou de um labirinto e aquela certeza de que qualquer decisão que você tomar, qualquer escolha que você fizer ou qualquer caminho que você seguir vai te levar para algum lugar, menos ao encontro da felicidade.

O que fazer então quando somos abatidos por esse sentimento, se é que se pode se chamar isso de sentimento, talvez estado seja a palavra mais apropriada. Mas quando esse estado de angústia passa a não ser mais um estado de espírito e sim uma condição, o que fazer então? Qual caminho seguir quando percebemos que falta algo na nossa vida e que nem nós mesmos sabemos o que é? Se nem nós mesmos sabemos como preencher essa vazio?
Infelizmente, eu não tenho resposta para essas perguntas, porque eu mesma estou à procura dessas respostas para minha própria vida. O que eu posso dizer para mim, mesmo, e para os demais que por ventura se encontram na mesmo condição, é que, talvez os motivos de tanta angústia e vazio esteja na ausência da procura da felicidade em nós mesmos.

Falo isso por experiência própria. Às vezes quando perdermos alguém que, de certa maneira nos completava, seja um familiar ou alguém mais próximo, enfim, alguém que se configurava como parte da gente e de tudo que nos fazia de certa forma feliz, morre também um pouco da gente. E nós primeiramente imaginamos que, essa parte boa e feliz da gente que se foi com aquele pessoa que partiu, um dia estará de volta. Triste ilusão. O tempo passa e você aos poucos vai percebendo que nunca mais em sua vida irá reconquistar aquela alegria e felicidade que você tinha com aquela pessoa que partiu. Mas, mesmo sabendo disso, você não se conforma e vai à busca daquela felicidade em todos os lugares e em todas as pessoas que você encontra no seu caminho. Então todas as pessoas que você conhece é uma esperança de que seja aquela pessoa que vai te fazer vê e sentir o que você não sente desde que aquela pessoa partiu. Então se passam anos e anos e anos de procura. Até que você se cansa de procurar. Daí então, o próximo passo é maquiar a situação, você passa a mentir para outros e para você mesma, fingindo a acreditar que está tudo bem. Por alguns dias até que dá certo, mas há dias e horas que você desmorona e toda a sua farsa vai ao chão.
Então quando isso acontece você chora e se desespera e se vê completamente perdida e vazia, e com aquela sensação de que você está condenada ao fracasso e a infelicidade eterna. E o que fazer quando isso acontece? Infelizmente para essa pergunta eu não tenho a resposta.
Um dia, quem sabe, volto a escrever sobre isso. Talvez, com o passar do tempo, eu tenha adquirido as respostas para essas perguntas, que, com certeza, não são apenas minhas, mas de tantos outros leitores, que visitaram esse blog.


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