Outro dia assisti a um filme, Last Night, que relatava a vida de um casal recentemente casados e que por uma noite apenas, tiveram seu relacionamento ameaçado para o resto de suas vidas.
Esse filme trouxe a tona algumas reflexões a cerca do que é ser casado, ou melhor, do que é ter um compromisso com alguém na contemporaneidade. E sem dúvidas, nos faz pensar em como às vezes os votos de fidelidade e amor eterno jurados perante Deus e a sociedade pode nos ser penoso em alguns momentos de nossas vidas.
A palavra casamento por si só já vem carregada de um significado muito forte. Casamento, casório ou matrimônio é o vínculo estabelecido entre duas pessoas, mediante o reconhecimento governamental, religioso ou social e que pressupõe uma relação interpessoal de intimidade, cuja representação arquetípica é as relações sexuais, embora possa ser visto por muitos como um contrato.
No ato do casamento você deve está disposto a jurar amor eterno, fidelidade e compromisso a outra pessoa, independente de você imaginar como estará sua vida afetiva com essa pessoa depois de dez anos de relacionamento. Esse compromisso, você não assumi somente com pessoa com quem está casando, mas também com a instituição religiosa, com a constituição civil e também com a sociedade, que se configura, nos familiares e amigos dos noivos em questão.
Então de repente você se vê em uma igreja ou em um cartório cercado de pessoas e com alguém a sua frente ao qual você irá jurar compromisso e amor eterno. Dai para frente você terá que viver sua vida em comunhão com essa outra pessoa. Dormir e acordar ao seu lado todos os dias e quase tudo que forem fazer terá que ser em comum. E de certo modo ter que relevar muitas divergências para continuarem vivendo juntos. Pois, juraram amor eterno.
Isso é ser casado. É verdade, que na contemporaneidade o casamento já assumiu outros significados. E talvez eu esteja apresentando aqui uma visão limitada do casamento. Para falar a verdade, acho que todas as pessoas devem ter um conceito próprio do que seja casamento, no entanto, a sua essência e o seu real significado é que casamento significa jurar fidelidade e amor eterno para outra pessoa.
Então, diante dessa conclusão surgiram novos questionamentos. Quem pode ter a certeza de que o amor existirá entre duas pessoas por todas as suas vidas? Que garantia um pedaço de papel ou um anel de compromisso na sua mão esquerda vai dá sobre a fidelidade da pessoa com quem está casando? Será que de fato, os votos jurados perante a igreja e a sociedade, serão de fato compridos pelas duas pessoas que estão casando? Será nós temos tanto controle assim sobre nossas vidas e sentimentos?
A resposta para todas essas perguntas é negativa e falo isso baseado em fatos reais e vivencias cotidiana, com meu próprio relacionamento e em observações de relacionamentos de pessoas mais próximas.
Não estou afirmando aqui que casamento seja sinônimo de infelicidade, até acredito que exista casamentos de cinqüenta anos de duração felizes por toda a vida. Mas esses casos são poucas exceções. Pode até existir muitos casamentos de cinqüenta anos ou mais, mas que os foram felizes por todo esse tempo, são poucos.
Você pode até ser feliz com a pessoa que casou por um bom tempo. No entanto, nossas vidas são cheias de surpresas e acasos, aos quais não temos controle. E de alguma maneira poderá chegar um momento em que um dos dois envolvidos no casamento irá se surpreender com uma situação a qual nunca imaginou passar depois de casado. Essa situação pode ser como aconteceu no filme que eu citei no inicio do texto. Um reencontro casual durante a tarde e na ausência do parceiro com um namorado antigo o qual você já foi loucamente apaixonada e, em meio a uma crise de confiança no casamento. Ou mesmo, a chegada de uma nova funcionária, bela e atraente na empresa em que você trabalha e uma oportunidade de fazer uma viagem de negócios, onde estará presente, você, um homem que está em meio a uma crise no relacionamento e uma mulher atraente e sedutora querendo sexo sem compromisso. Outra situação poderia ser também apenas o desgaste do relacionamento, que na maioria das vezes é inevitável.
Eu poderia falar muito mais sobre esse assunto, casamento, que assusta e repeli grande parte dos homens e acho que, hoje em dia mulheres também. Não sei, talvez porque muitos deles sejam de acordo com o que eu escrevi acima.
Por fim posso dizer que todos nós que namoramos ou matemos alguma relação afetiva somos felizes até decidirmos ser: Felizes para sempre!





Se algum dos leitores descordar do que foi falado acima, por favor, fale agora ou cale-se para sempre.
ResponderExcluirEntão qual o sentido desse ritual? se ele está fadado ao fracasso??
ResponderExcluirComo eu falei no texto, o casamento assumi multiplos significados, eu falei o que acho e vc o que acha?
ResponderExcluiroi. Você deve lembrar d mim ainda né? Primeiramente parabéns pelo blog, comecei gostando pelo título. Não cheguei a ler o texto, mas li o último parágrafo. E não concordo com ele, hehe.
ResponderExcluirSó pra saber, porque você não concorda?
ResponderExcluirPorque casei e não fiquei menos feliz depois disso. Claro quando se mora junto com alguém sempre há problemas normais da convivência, mas vencer esses problemas acaba sendo uma boa experiência. Mas, como falei, é só minha opinião.
ResponderExcluirVc deve está certo. É qu a minha visão de casamento é carregada de um histórico familiar, onde práticamente todos os casamentos fracassram. Então dái decorre meu péssimismo.
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